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O diagnóstico por imagem em benefício da medicina atual

19/10/2018

 

Graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), com especialidade em Radiologia e Diagnóstico por Imagem e membro da Radiologia Especializada de Ribeirão Preto, Mário Müller Lorenzato comenta que a evolução da especialidade contribui ativamente junto à Medicina, além de contar com recursos de alta precisão, como ultrassonografia, mamografia, densitometria óssea, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Com experiência de 20 anos na Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o especialista aponta na entrevista a seguir, a importância crescente da área no contexto da Medicina atual.
 
Qual a sua formação dentro da Medicina? O que o levou a escolher essa especialidade?
Sou médico graduado com residência e especialização pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Desde a graduação, o que mais me atraía na Medicina era o raciocínio diagnóstico. Quando me deparei com a decisão de seguir uma especialidade, optei pela Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Esta especialidade me permite ter acesso a todas as áreas da Medicina, estabelecer o raciocínio diagnóstico para cada quadro clínico e possibilita uma resolutividade e precisão na indicação do tratamento, tendo a tecnologia como aliada.
 
A Radiologia foi uma das especialidades da Medicina que mais se transformou com os avanços da tecnologia. Quais as mudanças mais significativas?
A Radiologia e Diagnóstico por Imagem, que nos seus primórdios contava apenas com o raio-X, passou a dispor de um arsenal de novos equipamentos e metodologias. Desta forma, hoje, a atuação não fica restrita à área de diagnóstico, mas também se estende a procedimentos terapêuticos, sempre auxiliados e guiados pelos métodos de imagem como, por exemplo, punções articulares guiadas por ultrassonografia, que possibilitam a administração de medicações de forma precisa. Além disso, na clínica, realizamos biópsias de tecidos moles, óssea, mamária, próstata e tireoide, também guiadas pelos métodos de imagem.
 
A Radiologia, na atualidade, tem ampla atuação no diagnóstico e no tratamento das doenças. Como a especialidade lida com um universo tão vasto de necessidades?
Para conseguir acompanhar a evolução e o grande volume de conhecimento gerado, ocorreu uma natural divisão da especialidade em subespecialidades. Hoje, a maioria dos radiologistas se dedica a uma determinada área específica. Na clínica, temos profissionais focados nas áreas de Radiologia Musculoesquelética (avalia doenças ortopédicas, medicina esportiva e reumatologia), Medicina Interna (afecções do tórax, abdômen, tratos digestivo e urinário), Neurorradiologia (patologias cerebrais e da medula espinhal) e Saúde da Mulher (dedicada ao aparelho reprodutor feminino, mamas e gestação).
 
Qual a sua percepção da relação entre o médico radiologista e o paciente? O público entende o papel dessa especialidade?
Em minha opinião, existem poucos pacientes com conhecimento sobre a importância da especialidade e a existência das subespecialidades. Quando analisamos outras especialidades médicas, como a cardiologia, a ginecologia e a pediatria, boa parte dos pacientes procura estabelecer uma relação de confiança e de fidelidade com o profissional. Infelizmente, isto não é tão frequente no cenário da Radiologia e Diagnóstico Por Imagem. Os pacientes deveriam considerar a escolha, baseando-se numa relação de confiança, na competência técnica e na qualidade de atendimento. O médico radiologista, durante o exame, observa o paciente de forma individualizada, com foco na hipótese diagnóstica e no seu histórico clínico.
 
Qual a importância da interação do médico radiologista com o médico do paciente que solicitou o exame?
A interação entre o médico radiologista e o médico solicitante é fundamental, em primeiro lugar, para que o radiologista, diante da suspeita clínica, possa optar pela melhor técnica de exame a ser realizado, aumentando assim a precisão diagnóstica. Em segundo lugar, o radiologista pode comunicar e discutir o resultado dos exames diretamente com o médico solicitante, contribuindo para a escolha da terapêutica ideal e, muitas vezes, sendo decisivo para a instituição mais rápida do tratamento, principalmente nos casos de maior gravidade.
 
Quais são os fatores essenciais para o profissional atuar com excelência?
Creio que alguns fatores sejam fundamentais para a boa prática da especialidade: primeiro, a utilização de equipamentos modernos e atualizados; segundo, a constante atualização do corpo clínico, com atuação nas diferentes subáreas da Radiologia e, finalmente, o atendimento humanizado e individualizado, observando o histórico do paciente e o quadro clínico.

“Em um futuro próximo, podemos esperar melhorias dos equipamentos, principalmente, no que tange à precisão de diagnóstico e à segurança”, afirma Lorenzato

“Em um futuro próximo, podemos esperar melhorias dos equipamentos, principalmente, no que tange à precisão de diagnóstico e à segurança”, afirma Lorenzato


Quais os desafios em relação ao acesso à tecnologia na especialidade de Radiologia e Diagnóstico por Imagem?
A qualidade dos aparelhos de raios-X, ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada são o ponto central do trabalho médico do radiologista. Eles são os principais instrumentos de atuação do profissional. O desafio é estar sempre alinhado com processos de manutenção, o que é importantíssimo tanto para o diagnóstico preciso quanto para a segurança dos pacientes. Não podemos ter nenhuma exposição desnecessária a riscos. Além disso, a clínica de radiologia precisa de um planejamento constante de atualização destes aparelhos, tanto da máquina quanto dos softwares. A evolução da tecnologia é constante e precisamos estar atentos a isso.
 
Como você enxerga o futuro da especialidade? Acredita que existirão novas evoluções tecnológicas e como isso pode beneficiar os pacientes?
Em um futuro próximo, podemos esperar melhorias dos equipamentos, principalmente, no que tange à precisão de diagnóstico e à segurança. Menos exposição dos pacientes a doses de radiação é um exemplo. Também temos observado uma melhora da qualidade dos meios de contraste e redução de seus efeitos diversos. Além disso, as pesquisas clínicas na área de Radiologia contribuem constantemente para o aumento do conhecimento, proporcionando ao especialista o aprimoramento de sua atuação. Por outro lado, em um futuro um pouco mais distante, a Inteligência Artificial (IA) certamente será uma revolução, não só para a radiologia, mas para toda a Medicina.
 
A Inteligência Artificial (IA) pode beneficiar a Radiologia e o Diagnóstico por Imagem de que forma? O que podemos esperar?

Estudos científicos mostram que o impacto da IA na Radiologia será gradativo. Primeiramente, alterando os algoritmos de diagnóstico. Os softwares poderão melhorar as descrições preliminares das imagens, reduzindo o tempo para realizar exames e finalizar os laudos. Em tal contexto, a principal contribuição do radiologista não está em simplesmente fornecer essas informações e sim em integrá-las com os dados clínicos do paciente, contribuindo no diagnóstico e no tratamento individualizado. Os radiologistas que souberem usar a tecnologia a seu favor terão uma clara vantagem em relação aos que resistirem a ela. A Radiologia já experimentou extremas mudanças em seu mercado, decorrentes de avanços tecnológicos. Em minha opinião, com o advento da IA, empregos não deixarão de existir, mas os papéis serão redefinidos. A nossa especialidade deverá se adaptar às inúmeras modificações que a IA possibilitará, mas, sem dúvida, acontecerão avanços que beneficiarão médicos e pacientes. 

Fonte: http://www.reviders.com.br/edicoes/editoria/entrevista/o-diagnostico-por-imagem-em-beneficio-da-medicina-atual/

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